Coordenadoria de Relações Internacionais

Coordenadoria de Relações Internacionais

  O CANADÁ QUER FAZER DE VOCÊ UM LÍDER NAS   AMÉRICAS     Bolsas de estudo ELAP com inscrições abertas até 29 de abril   O Programa Futuros Líderes nas Américas (ELAP - Emerging Leaders in the Americas Program, em inglês / PFLA - Programme des futurs leaders dans les Amériques, em francês) está com inscrições abertas. As bolsas são oferecidas a estudantes de graduação, mestrado e doutorado que tenham interesse em estudar ou realizar sua pesquisa no Canadá. Os interessados têm até o dia 29 de abril para se inscrever, e a candidatura deve ser apresentada pela instituição canadense em nome do estudante. Para concorrer a uma das bolsas da edição 2016-2017, é preciso estar matriculado regularmente em uma instituição de ensino superior no Brasil. Para o nível de graduação, é necessário que haja um acordo de cooperação prévio entre a instituição brasileira e a instituição canadense. No caso de mestrado ou doutorado, não havendo um intercâmbio formal entre as instituições, podem ser consideradas as candidaturas que envolvam uma nova ou já existente colaboração entre professores das instituições canadenses e brasileiras. Durante a permanência no Canadá, os bolsistas devem manter o vínculo com seus estabelecimentos de ensino no Brasil. As bolsas consistem em $7.200 dólares canadenses por quatro (4) meses e $9.700 dólares canadenses por seis (6) meses. Os valores acima são administrados pelas instituições canadenses anfitriãs e compreendem transporte aéreo, visto para o Canadá, seguro-saúde, livros e equipamentos (exceto computadores), além de despesas com moradia. Os alunos de graduação e pós-graduação poderão iniciar seus estudos no Canadá entre 1º de julho de 2016 e 1º de fevereiro de 2017. A prioridade é contemplar bolsistas que tenham como tema de estudo disciplinas que promovam a boa governança, prosperidade, paz, segurança e o desenvolvimento econômico. Segundo o Embaixador do Canadá no Brasil, Riccardo Savone, os benefícios de um intercâmbio vão muito além dos aspectos acadêmicos. Eles se refletem nos negócios, nos investimentos, na arte, na cultura, na política e em inúmeras outras áreas. “Os bolsistas do ELAP são verdadeiros embaixadores do Canadá no Brasil, elos importantes e duradouros na criação de pontes entre as duas nações e são a base para uma ampla cooperação.”, afirma o Embaixador. Uma relação dos programas acadêmicos oferecidos pelas instituições canadenses pode ser consultada na página da Universities Canadae na página do Colleges and institutes Canada. Para conhecer a experiência de quem já participou do programa, visite o site da Rede Alumni Canada Brasil.   Sobre o ELAP   Lançado em abril de 2009, o programa já contemplou 780 bolsistas brasileiros em diversas áreas como ciências sociais, negócios, direito, educação, música, ciências da vida e biológicas, ciências aplicadas, engenharias e tecnologias da informação, entre outras. Além de consolidar as relações entre instituições de ensino brasileiras e canadenses, o ELAP visa favorecer o desenvolvimento e o aperfeiçoamento dos recursos humanos de uma nova geração de líderes nas Américas. Muitos dos participantes do ELAP, ao concluírem seus estudos no Brasil, retornaram ao Canadá para dar seguimento a um mestrado ou doutorado. Informações adicionais sobre o ELAP e outros programas de bolsas de estudo no Canadá podem ser encontradas na página debolsas de estudo do governo canadense.
Competição Internacional  - Global Leads Group   A  Global Leads Group, uma empresa de mídia digital que comanda o Cupons Mágicos no Brasil está lançando uma competição internacional entre estudantes das melhores universidades do Brasil, México, Espanha, Itália e Rússia. O desafio consiste no desenvolvimento de um projeto de e-commerce. Estudantes de todos os cursos podem participar. Os participantes concorrerão a um estágio remunerado  de 3 meses no escritório Global Leads da capital alemã Como Participar: Cadastre-se na competição, preenchendo o formulário online aqui: http://www.cuponsmagicos.com/#internship. O registro pode ser feito até 13 de abril de 2016, às 15:00 (horário de Brasília). Anote o início da competição na agenda: 15 de abril de 2016. Fique atento: às 9:00, enviaremos um e-mail para o endereço fornecido no cadastro com as instruções para a realização do trabalho. Envie o projeto até 25 de abril de 2016, às 6:00 (horário de Brasília).
Os estudantes, Mariana Tavares Pedi (Direito) e Rafael Braz (Letras Português/Espanhol) retornaram do intercâmbio de seis meses que realizaram na Colômbia, por meio do convênio BRACOL. Mariana, que realizou sua mobilidade na Universidade de La Costa, Barranquilla, conta como foi extremamente produtiva sua estada no país: “ A experiência de fazer um intercâmbio é mesmo incrível. Desde o contato mais superficial já é possível sentir-­se enriquecido com tantas coisas novas”. A acadêmica, que está no último ano, destaca, ainda, seus agradecimentos pela oportunidade de intercâmbio: “Minhas expectativas foram as melhores para esses meses aqui. Agradeço muito a UENP, em nome da Eliane Segati Rios Registro, Coordenadora de Relações Internacionais da instituição e da Profa. Soraya Saad Lopes, Coordenadora do Curso de Direito, pela valiosa oportunidade”.Rafael Braz, do curso de Letras - Português/Espanhol, estudou na Universidade Santo Tomas, Bogotá, e afirma sobre a importância da realização da mobilidade. Salienta, ainda,  os bons frutos que se colhe no retorno dessa experiência:  “Fazer um intercâmbio é entregar-se ao aprendizado, crescer intelectualmente. Quanto à faculdade, realmente temos um ritmo distinto, afinal são outros métodos didáticos e teóricos, mas como o ser humano tem a habilidade de se adaptar, nada é um desafio impossível”.Segundo a Coordenadora de Relações Internacionais da UENP. Prof. Dra. Eliane Segati Rios Registro, a mobilidade por meio do Programa BRACOL promove um enriquecimento cultural, pessoal e acadêmico. Ressalta, que a Colômbia, é um país encantador e suas universidades são reconhecidas internacionalmente pela qualidade e comprometimento com o ensino, a pesquisa e a extensão. Anualmente, a UENP abre editais de seleção de acadêmicos em nível de reciprocidade.
Cerca de 40 dirigentes, assessores internacionais e representantes de 16 Universidades Públicas Paranaenses e da América do Sul participaram da II Reunião Plenária de Reitores da Rede Zicosur Universitária (Zona de Integración del Centro Oeste Sudamericano), realizada dia 13 de novembro, no Anfiteatro do PDE, no Campus da UEL, em Londrina. O encontro discutiu formas para ampliar programas de mobilidade acadêmica e de integração entre as Instituições de Ensino Superior Públicas do Paraná, Argentina, Chile e Paraguai. Durante a reunião os representantes aprovaram um documento direcionado aos governos dos países envolvidos enaltecendo a importância dos programas internacionais para o desenvolvimento acadêmico, científico, cultural, além da integração entre as nações. O documento pede aos governos para que privilegiem o ensino superior público, apesar dos cortes e contenções de despesas que estão ocorrendo em programas e projetos financiados com recursos públicos. Outro documento aprovado pela plenária prevê um posicionamento da Rede Zicosur em favor das Universidades Paraguaias, que vem passando por grave crise financeira, prejudicando as atividades de ensino, pesquisa e extensão. Outro ponto acertado entre os representantes prevê um "Convênio Marco" de intercâmbio e cooperação entre as Universidades no âmbito do Zicosur. O objetivo é potencializar programas de mobilidade, a partir da criação de um documento comum, que facilite o envio e recebimento de professores e estudantes. A plenária também definiu, por sorteio, as vagas e as parcerias a serem executadas em 2016. O objetivo é proporcionar a integração entre as várias instituições de todos os países, proporcionando e democratizando a troca de informações e de experiências. Por fim os representantes das Universidades definiram que um novo encontro será realizado em abril de 2016, na Universidad Nacional de Antofagasta, no Chile. Uma segunda plenária foi agendada para Salto Del Guairá, no final do segundo semestre, na Universidad Nacional de Canindeyú (Paraguai). Para o presidente da Rede Zicosur, reitor da Universidade Nacional de Jujuy (Argentina), Rodolfo Tecchi, o encontro foi produtivo porque evidenciou um compromisso das Universidades para desafios comuns, que passam pela busca de mais recursos para o Ensino Superior Público. Ele ressaltou que o assunto internacionalização está valorizado na comunidade universitária, mas que é importante que professores e estudantes vislumbrem boas oportunidades regionais, ou seja, que podem ser aproveitadas entre países vizinhos. "O que defendemos é um equilíbrio entre os programas de mobilidade considerando oportunidades regionais e com países mais distantes. Os convênios regionais significam muito e precisam ser valorizados", afirmou o presidente. Participaram da plenária as seguintes instituições paranaenses: UEL, UEM, Unioeste, Unicentro, UENP, UEPG e Unespar e as de fora: Universidad Nacional de Pilar; Universidad Nacional de Formosa; Universidade Nacional de Chilecito; Universidad Nacional de Antofagasta; Universidad Nacional Del Nordeste; Universidad Nacional de Santiago Del Estero; Universidad Nacional de Jujuy; Universidad Nacional de Itapuá e Universidad Autônoma de Entre Rios.
A Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) realizou a Conferência “Estratégias de governança universitária para uma internacionalização abrangente na UENP”. O evento, realizado nos últimos dias, no anfiteatro PDE do Campus de Cornélio Procópio, discutiu ações referentes à internacionalização no ensino superior com membros do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da UENP. Durante a Conferência, conduzida pelo professor-doutor José Celso Freire Junior, assessor de Relações Externas (AREX) da Universidade Estadual Paulista (UNESP) e presidente da Associação Brasileira de Educação Internacional (FAUBAI), foi destacada a necessidade de uma legislação que ampare legalmente o processo de mobilidade. “É inconcebível imaginar que um estudante deve viajar para fazer o mesmo que teria em sua IES”, salienta o professor, fazendo referência à necessária adequação e superação dos entraves curriculares que muitas vezes prejudica o intercambista na volta à universidade de origem. “O ensino no Brasil é ‘conteudista’. É preciso mudanças de paradigmas, buscar coisas novas, uma metodologia nova, um novo jeito de formar”, complementou José Celso. O professor pontuou ainda que o comprometimento institucional é fundamental para o processo e falou sobre a internacionalização dentro da Universidade (dentro dos muros da instituição), e a internacionalização exterior (tudo que acontece fora); e sobre a mobilidade de professores e funcionários e a importância disso para internacionalização integral da Universidade. O professor pontuou ainda que toda instituição que investe em uma política de internacionalização tem muito a ganhar. Dentre outros aspectos, ele destacou que na dimensão do ensino, ganha-se com a formação de cidadãos com competências globais, com capacidade de solucionar problemas complexos. Para a Universidade, salientou como benefício o fortalecimento institucional e uma mudança no seu status. A reitora da UENP, Fátima Padoan, acentuou que falar de internacionalização abrangente em tempos de recessão orçamentária fez ver que se pode fazer muito com bem pouco. “Evidentemente que a internacionalização demanda um alto investimento, mas temos que iniciar o processo com a internacionalização em casa, criando espaços de discussões a partir de nossa própria realidade e, ao mesmo tempo, sermos capazes de visualizar o nosso verdadeiro potencial para obtermos resultados de impacto”, acentuou a reitora. A coordenadora de Relações Internacionais da UENP, Eliane Segati Rios Registro, salientou a necessidade de reconhecimento das potencialidades da Instituição para que sejam agregados ao processo de internacionalização da UENP. Dentre as potencialidades, Eliane destaca a pesquisa: “precisamos olhar para nós mesmos e enxergarmos que temos grandes pesquisadores que podem contribuir para uma pesquisa conjunta com universidades estrangeiras”. Ela ressaltou ainda que “estamos em um grande processo de ressignificação da Universidade e espero que tenhamos muitos outros momentos como esse para que possamos discutir em conjunto os rumos da nossa Instituição”. No mesmo dia, pela manhã, José Celso reuniu-se com o Comitê Assessor de Internacionalização (CAINTER) a fim conhecer as ações da CRI e discutir com os membros as diversas possibilidades de internacionalização dentro do contexto da UENP.
No dia 07 de outubro de 2015, aconteceu no Campus Luiz Meneghel, em Bandeirantes, o I Encontro de Integração, uma ação conjunta da Coordenadoria de Relações Internacionais, Pró-Reitoria de Extensão e Cultura e Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, por meio dos respectivos eventos: I Encontro de Internacionalização, I Seminário de Extensão e Cultura e V Jornada de Iniciação Científica. O I Encontro de Internacionalização – I ENINTER -, foi organizado pela Coordenadoria de Relações Internacionais e teve, como principal objetivo, divulgar as ações de internacionalização nos mais diferentes segmentos da UENP. Tais ações incluem a exposição dos programas de intercâmbio, parcerias, atividades de internacionalização e oportunidades que docentes, acadêmicos e agentes universitários têm para se capacitar globalmente com vistas ao enriquecimento pessoal, acadêmico e profissional. A programação incluiu uma mesa redonda, no período da manhã, com a temática: "O impacto da Internacionalização na pesquisa e na extensão". Participaram das discussões a Coordenadora de Relações Internacionais, Prof. Dra. Eliane Segati Rios Registro; o Diretor Científico da Fundação Araucária, Prof. Dr. Nilceu Jacob Deitos; o Diretor de Cultura da Universidade Estadual de Maringá, Prof. Dr. Rael Bertarelli Gimenes Toffolo e o Vice-Reitor da Universidade Estadual do Norte do Paraná, Prof. Dr. Fabiano Gonçalves Costa. No período da tarde, docentes, discentes e agentes universitários egressos de programas de mobilidade como Ciência sem Fronteiras, Zicosur e outros, puderam mostrar por meio da apresentação de pôster suas atividades desenvolvidas no exterior e o impacto de tais atividades em nossa universidade. Participaram, também, dois intercambistas inbound: María Camila (Colômbia), do curso de graduação em administração do Campus de Cornélio Procópio e Aristóteles (Angola), mestrando de Ciência Jurídica.
O vice-reitor da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), Fabiano Gonçalves Costa, e a coordenadora de Relações Internacionais (CRI) da UENP, Eliane Segati Rios Registro, participaram, entre os dias 7 e 9 de outubro, do 57º Fórum Nacional de Reitores da Associação Brasileira do Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (ABRUEM). O 57º Fórum, uma promoção da ABRUEM, com a realização da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), trouxe como tema central “Internacionalização e Governança Universitária”. A cerimônia de abertura, ocorrida na noite do dia 7, teve início com a mesa de debate composta pelo vice-presidente da ABRUEM, reitor da Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná (UNICENTRO), professor Aldo Nelson Bona; o presidente do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (CRUB), reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, professor Benedito Guimarães Aguiar Neto; a presidente da ABRUEM e reitora da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), professora Adélia Maria Carvalho de Melo Pinheiro; o reitor da Universidade Estadual de São Paulo (UNESP), professor Júlio Cezar Durigan e o Cônsul Geral da Bélgica, Charles Delegone. No dia 08, a programação do 57º Fórum da ABRUEM contou com a palestra do professor Antônio Marques, sobre o tema “Internacionalização em casa (IaH) e Internacionalização do Currículo: ferramentas de melhoria do ensino”. Na sequência, os participantes do Fórum acompanharam a palestra do professor Joaquim Carvalho, vice-Reitor da Universidade de Coimbra, sobre o tema “Internacionalização e governança universitária”. Ainda na parte da manhã, houve apresentação da Câmara Técnica de Saúde, cujo tema foi “Contratos Organizativos de Ação Pública Ensino-Saúde (COAPES): nova forma de integrar instituições de ensino e serviços de saúde e comunidade e novos desafios". O palestrante foi o diretor de Desenvolvimento da Educação e Saúde do MEC, Vinícius Ximenes. Na última apresentação das Câmaras da ABRUEM, nesta edição do Fórum, feita pela Câmara Técnica de Internacionalização e Mobilidade, o tema foi “Internacionalização Abrangente: instrumento de modernização da universidade”. A Câmara de Internacionalização e Mobilidade é composta pelos professores Eliane Segati Rios Registro, da UENP; Gilson Scharnik,da Universidade Estadual de Goiás (UEG); José Celso Freire Júnior, da Universidade Estadual de São Paulo (UNESP); Gilson Scharnik, José Guido Correa de Araújo, da Universidade de Pernanmbuco (UPE); Leonardo Costa, da Universidade Estadual da Zona Oeste (UEZO); Manuel Simões Filho, da Universidade Estadual de Londrina (UEL); e Marinês Santana Justo Smith, do Centro Universitário Municipal de Franca (UniFACEF).
  O estudante Matheus Paulo de Sant'anna Fabris, 22, acadêmico do 5º ano de Agronomia, da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), Campus Luiz Meneghel – de Bandeirantes, voltou, neste mês de setembro, de intercâmbio realizado nos Estados Unidos. Matheus esteve fora do Brasil desde junho de 2014 e, durante esse período, estudou 11 meses na Angelo State University, Texas, e mais três meses de estágio na Pennsylvania State University, na Filadélfia, que são universidades que possuem vínculo com o projeto “Ciências sem Fronteiras”.   Em sua estadia nos Estados Unidos, Matheus teve três meses de curso de inglês e dois semestres de disciplinas obrigatórias do curso, em tempo integral, na Angelo State. Após esse período, passou a realizar estágio na Pennsylvania State, também em tempo integral, na área de controle de ervas daninhas.   Natural de Bandeirantes e filho de Paulo Alessandro e Petruska Carina, Matheus conta que o intercâmbio lhe deu a oportunidade de aprender um idioma e adquirir ainda mais experiência na sua área de atuação. “O intercâmbio me proporcionou a oportunidade de aprender o inglês, que é muito diferente dos métodos utilizados nos cursos de idiomas no Brasil. Ter esse contato com o idioma foi muito importante, e eu tive a oportunidade de conhecer a área de marketing e negociação, que é a minha área de atuação”, disse.   O estudante destacou ainda a estrutura das universidades americanas. “A Angelo State, com seus 40 mil alunos, é considerada uma universidade pequena para os padrões americanos. Ela oferecia academia gratuita, piscina, inúmeros campos de futebol, tênis e quadras de basquete. Além dos dormitórios, que faziam parte das instalações da universidade. Uma realidade muito diferente do nosso País.”   Como forma de aproveitar os conhecimentos adquiridos nos Estados Unidos, Matheus apresentará seu TCC sobre ervas daninhas, que era um projeto em desenvolvimento durante seu estágio na universidade da Pensilvânia e terá a orientação do professor Robson Osipe.   A professora Eliane Segatti Rios Registro, coordenadora de Relações Internacionais (CRI) da UENP, destaca que a experiência internacional amplia os horizontes acadêmicos, pessoais e profissionais. “A internacionalização abre a universidade para o mundo e aproxima o mundo da universidade. Assim, ao regressarem à universidade, nossos acadêmicos contribuem ao compartilhar suas experiência com seus pares, professores, em processo de reconfiguração contínua da UENP”, ressalta. Ciências sem fronteiras  O Ciência sem Fronteiras é um programa do Governo Federal que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento – CNPq e Capes –, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC.   A professora Eliane Segatti informa que, infelizmente, diante da falta de recursos por parte do Governo Federal, o Programa está temporariamente suspenso, sem ofertas de novas bolsas para o ano de 2016. Por outro lado, pontua que tanto a CAPES quanto o CNPq garantem que continuarão a investir na mobilidade acadêmica, em nível de graduação e pós-graduação, em seus Editais.   Eliane acentua que, apesar de todo esse contexto adverso, a CRI tem como uma de suas metas de expansão, angariar cada vez mais recursos para otimizar a participação da comunidade universitária da UENP em experiências internacionais, na busca constante por novos parceiros e novos projetos.
  O estudante Jonatas de Paula Oliveira, 21, do 4º ano de Ciências Biológicas, da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), Campus Luiz Meneghel (CLM), de Bandeirantes, foi aprovado para o doutorado em Neurobiologia na Newcastle University, uma das mais conceituadas universidades da Inglaterra. Sob a orientação da professora inglesa Geraldine Wright, o acadêmico desenvolverá um projeto científico e experimental para entender como as abelhas conseguem diferenciar aminoácidos no processo de polinização.   Durante o doutorado, que será realizado no Instituto de Neurociência pertencente ao Instituto de Ciências Médicas de Newcastle, Jonatas tentará entender de que forma a percepção das abelhas estaria relacionada com a habilidade de conseguir diferenciar aminoácidos no processo de transferência do pólen de uma planta para a outra. No Instituto, o estudante, que cumprirá as disciplinas obrigatórias do curso, deverá receber treinamento das técnicas que o laboratório utiliza para, posteriormente, começar os experimentos que deverão se estender por quatro anos.   Jonatas carrega boas expectativas para a carreira fora do Brasil. Ele relata que a pós-graduação deverá treiná-lo como cientista, capacitando-o nas técnicas de laboratório para questionamentos mais complexos sobre quaisquer pesquisas. “O doutorado vai me possibilitar uma forma de pensar como cientista, uma mente curiosa de se perguntar sempre. Fazer perguntas complexas e conseguir elaborar experimentos simples que possibilitem responder essas perguntas”, declarou.   Para aprovação no doutorado, Jonatas explica que foram avaliados cartas de referência de dois professores estrangeiros, o seu histórico acadêmico na UENP, a experiência de pesquisa e a proficiência em inglês. “A forma de seleção no Reino Unido é diferenciada, pois não existem provas e nem há a necessidade de mestrado como intermediário. O estudante pode se aplicar direto aos estudos do doutorado se ele tem graduação”, comenta.   Como fator fundamental para aprovação, o acadêmico destacou o estágio realizado no departamento de Neurobiologia da Universidade de Harvard (EUA), realizado durante o período em que participou do programa “Ciências sem Fronteiras”, de 2013 a 2015, e a experiência adquirida na Iniciação Científica que realizou na UENP desde o primeiro ano do curso sob coordenação dos professores Fabiano Gonçalves Costa e Roberta Ekuni de Souza. “A Iniciação Científica contribuiu de maneira decisiva para a obtenção dessa conquista e serviu para gerar o desejo de ser um cientista e produzir ciência de qualidade. Foram várias experiências acumuladas para que eu chegasse diretamente ao doutorado”, salienta.   Jonatas partilha que Harvard foi um sonho que se tornou realidade na vida dele. “Participar do intercâmbio por meio do programa ‘Ciências sem Fronteiras’ me permitiu uma qualificação maravilhosa que não poderia atingir se estivesse no Brasil”. No departamento, o jovem pesquisador disse ter realizado pesquisa de nível elevado e treinamento que abriram portas em sua carreira. “Trabalhar em Harvard me ofereceu oportunidades de contato com outros pesquisadores e participação em seminários e palestras com cientistas renomados do mundo todo”, ressaltou. Do campo à universidade   Natural de Ribeirão do Pinhal - PR, estudante de escola pública, o filho do trabalhador rural Noel de Oliveira e da dona de casa Ana Maria de Paula partilha ter vivido uma infância simples e financeiramente limitada. “Tudo que vivi foi decisivo na determinação de quem eu sou hoje. Fui criado no sitio, pés descalços, mas mesmo sendo de família rural, sempre tive o desejo de estudar muito, dar orgulho e melhores condições de vida para a minha família”.   A vida no campo, o trabalho pesado para ajudar o pai na plantação, colheita e venda dos produtos produzidos pela família em feiras, foi também estimulo para a busca de uma “vida melhor" de todos os irmãos Oliveira. “Meus pais, não tendo acesso a educação superior, nos estimularam, prezando sempre pela responsabilidade e pelo respeito ao próximo, a fazer faculdade e se tornar ‘alguém na vida’. Meu irmão mais velho conclui Odontologia na UEL neste ano. Minha irmã mais velha cursa Educação Física na UEL e minha outra irmã iniciou o curso de Engenharia de Alimentos na UTFPR, porém, por motivos pessoais, precisou interromper”, relata.   Após o doutorado, Jonatas pretende continuar a formação no exterior com o pós-doutorado. Faz planos de lecionar em uma universidade e liderar um laboratório de pesquisa, mas ainda não decidiu se será no Brasil ou no exterior. Ele viaja em agosto de 2016 para iniciar os estudos.
  O acadêmico Luís Felipe Cândido Marques, 22, estudante do 4º ano de Sistemas de Informação, da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), Campus Luiz Meneghel – de Bandeirantes, voltou, no último mês, de intercâmbio realizado na Austrália. Ele esteve fora do Brasil desde março de 2014 e, durante esse período, estudou na Monash University, uma das maiores universidades do mundo, que possui vínculo com o projeto “Ciências sem fronteiras”, na modalidade de graduação sanduíche.   Durante sua estadia na Austrália, Luís estudou por dois semestres as disciplinas obrigatórias do seu curso em tempo integral, tendo 15 semanas dedicadas ao inglês e três meses de estágio de verão, realizado no Hospital do Câncer de Melbourne, onde gerenciava as contas de usuários e detectava problemas no departamento de tecnologias de informação do hospital.   Luís, que é natural de Santo Antônio da Platina e ficou pela primeira vez longe de casa, comentou sobre a estrutura da universidade que o acolheu e a importância do intercâmbio para a sua formação humana e acadêmica. “A universidade possui uma estrutura perfeita, dispõe de recursos tecnológicos de última geração e um ambiente de estudo agradável e motivador. Os professores são qualificados e atenciosos”, disse.   “O intercâmbio proporciona não só o aprendizado em uma universidade estrangeira, mas também um enorme crescimento pessoal, ajudando a ser mais proativo, a buscar mais para si mesmo sem esperar dos outros, além de se tornar mais independente e autossuficiente. A soma de diferentes culturas, gêneros e costumes acrescentaram-me muito e torna essa experiência diferenciada e única na vida de qualquer estudante”, reiterou.   Ele partilhou ainda que seu maior desafio, nesse processo, foi o de aprender uma língua estrangeira em tão pouco tempo. Sua rotina, destacou, foi muito intensa, devido ao tempo de estudo que a Universidade exigia fora da sala de aula. Ainda que boa parte de seu tempo fosse dedicado aos estudos, Luis também teve oportunidade de conhecer outros países como o Emirados Árabes, a Indonésia, a Nova Zelândia, Filipinas, Brunei, Japão, Malásia, Vietnã, Camboja e Tailândia.   Segundo a Coordenadora de Relações Internacionais da UENP, Eliane Segatti Rios Registro, “Luís Felipe, como muitos outros estudantes, representa o poder de alcance do conhecimento, a força de interação da universidade, bem como a sua dinamicidade e o seu comprometimento em formar profissionais qualificados e experientes”, disse. Ciências sem fronteiras   O Ciência sem Fronteiras é um programa do Governo Federal que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento – CNPq e Capes –, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC.
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